segunda-feira, 31 de agosto de 2015

60- A bailarina e o ladrão (Fernando Trueba) – 16.08.2015

Reassistir, alguns anos depois, um filme que havia lhe causado certo impacto na primeira ocasião é uma experiência que pode frustrar. Foi o caso. Não que o filme seja ruim, mas tem falhas e apresenta personagens ligeiramente estereotipados, além de enredo com alguns clichês, fato que eu não havia percebido na primeira ocasião. De todo modo, um belo filme. Sutil e sensível. Dá vontade de ir visitar o Chile, rs. Nota: 8,0.


Assistir: http://www.filmesonlinegratis.net/assistir-a-dancarina-e-o-ladrao-dublado-online.html

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

59- Que mal fiz eu a Deus? (Philippe de Chauveron) – 12.08.2015
Uma comédia sobre o preconceito e conservadorismo da alta classe média francesa em relação à imigração e ao caldeirão étnico que o país está se transformando. Um humor bocó, é verdade, mas bem divertido. Assistam! Nota: 8,1.



Assistir: http://www.filmesonlinegratis.net/assistir-que-mal-fiz-eu-a-deus-legendado-online.html


segunda-feira, 24 de agosto de 2015

58 - Os doze trabalhos (Ricardo Elias) – 15.06.2015
Houve alienação nos doze trabalhos realizados por Hércules? O destino a que os homens estão submetidos, por conta dos desígnios divinos, podem ser comparados à alienação? Mas quem são os deuses, senão os grandes alienadores, exploradores da força vital da humanidade? E no mundo humano, pré-capitalista, havia alienação?  Sim, mas antes a alienação não era total, pois os trabalhadores tinham o saber, o conhecimento, a técnica para realizar seu ofício. Nos últimos 200 anos, os processos de produção foram manipulados de um modo tão completo e complexo que o trabalhador perdeu seu saber diante do ofício que desempenha diariamente, ininterruptamente. Desse modo, torna-se máquina, objeto, realizando funções sem saber porque, desconhecendo, inclusive, a finalidade de seu trabalho. É o que vemos ao longo desse filme. Herácles, o jovem motoboy, analogamente ao mito grego, realiza doze trabalhos, doze tarefas, mas agora, não como um deus ou um herói trágico: Herácles é um garoto, um-quase-homem em busca de aceitação, de redenção, de integração na sociedade após passar tempo detido na FEBEM. Herácles realiza suas entregas, utilizando a imaginação para fugir da alienação total que lhe é imposta por um modelo de trabalho que nada lhe significa, a não ser ganhar o seu pão diário. Herácles é uma engrenagem num sistema pérfido, frio, imoral. Uma peça que pode ser facilmente substituída caso quebre ou dê algum tipo de defeito. Assim é o capitalismo. Bom filme. Nota: 8,56.







57- O riso dos outros (Pedro Arantes) – 04.08.2015

Por que rimos? A desgraça alheia é engraçada? Aqueles que imaginamos inferiores são engraçados? Ou serão os caricatos os mais engraçados? Aliás, quais os limites do riso? O que nos faz rir? E ainda: a comédia, como liberdade de expressão, deve ter um limite? O filme tenta responder essas e outras questões, além de esmiuçar o universo do Stand Up Comedy, proposta de comédia que se tornou moda no Brasil há alguns anos. Um convite à reflexão. Assistam! Nota: 9,222...


Assistir: https://www.youtube.com/watch?v=uVyKY_qgd54

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

56- Quanto vale ou é por quilo? (Sérgio Bianchi) – 30.07.2015

Sérgio Bianchi é um dos mais provocativos diretores brasileiros. Neste filme, faz refletir sobre o valor do trabalho e do trabalhador, convertido em mercadoria, além do capitalismo, mostrado acidamente através de exemplos e práticas absolutamente imorais. Se os atores fossem um poquinho melhores, o filme seria imbatível. De todo modo, vale assistir. Nota: 8,666.


Assistir: https://www.youtube.com/watch?v=2NEcwzvbNOk



55- Homem-formiga (Peyton Reed) – 28.07.2015

Filme ruim. Herói sem nexo. Roteiro cheio de clichês. Atores não carismáticos. Piadas sem graça e fora de hora. Não veja, uma bosta. Nota: 4,0.


segunda-feira, 17 de agosto de 2015

54 – Selma (Ava DuVernay) – 28.07.2015
A luta de um povo oprimido, cansado, maltratado, desprezado e subjugado, por direitos civis e igualdade no interior de uma sociedade mesquinha, acéfala e historicamente racista. Uma aula de política, de retórica, de carisma, de atuação. Ótimo filme! Nota: 10,0.



Assistir:   http://megafilmeshd.net/selma-uma-luta-pela-igualdade/

53 – Era uma vez no oeste (Sergio Leone) – 26.07.2015

Não tão bom quanto os filmes do mesmo diretor que tem o sr. Eastwood como protagonista, mas ainda assim, um grande filme. Nota: 8,5.


Assistir: http://megafilmeshd.net/era-uma-vez-no-oeste/

quarta-feira, 5 de agosto de 2015


52- Samba (Olivier Nakache, Eric Toledano) – 18.07.2015

Imagine sair de sua casa, de seu bairro, de sua cidade, de seu país, deixando para trás família, amigos, lembranças, etc, para ir morar muito longe, em busca de trabalho e dinheiro. E ao chegar lá, se deparar com ofícios indignos, rejeitados pela população local, subvalorizados  social e monetariamente. Adicione a isso um tratamento desprezível que lhe será concedido, uma invisibilidade social e a noção, oculta ou manifesta, de que você é um invasor e que ali está para usurpar o trabalho de um nativo. Bom, alguém precisa fazer o trabalho sujo, certo? Mas por quê o trabalho “sujo” precisa ser depreciado? E pensar que seu país de origem foi explorado, teve suas riquezas sorvidas, seus antepassados escravizados, e depois, abandonado a esmo, sem estrutura, em frangalhos. Hoje, aqueles para quem você trabalha e que estão "bem de vida", os mesmos que te olham com desprezo ou fingem não te ver, estariam nessa situação confortável se no passado não tivessem saqueado a sua terra natal? Perguntas complexas, respostas indefinidas. O que fazer? Invadir os antigos colonizadores, roubar-lhes os postos de trabalhos, usufruir de sua imaginária sociedade “igualitária”, civilizada? Fingir superioridade? Humilhar-se para manter sua sobrevivência? Enfim... O filme Samba me fez pensar nisso e em outras coisas mais. Um bom filme. Consegue apresentar a delicada situação dos imigrantes na França, porém sem tanto drama, com pitadas de comédia e até de romance. Nota: 9,0.