quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

11- Quebrando o tabu (Fernando Grostein Andrade) – 27.01.2015
Como todo documentário, a narrativa conduz o espectador a uma concepção previamente definida (e defendida) pelo diretor, nada é ao acaso. Aqui defende-se a idéia de que é preciso uma alternativa às políticas mundiais a respeito das drogas. Abusando da figura de ex-presidentes, além de algumas personalidades do mundo da medicina, ciência, política e artes, a discussão extrapola o âmbito da política institucional, abordando o problema das drogas também de um ponto de vista ético-individual, sem deixar-se levar por moralismos, senso comum das discussões sobre o tema. Sem repetir jargões, sem disseminar o medo nos possíveis usuários, prática que o próprio documentário conclui que não funciona, o documentário busca outros argumentos para convencer as pessoas a não usarem drogas, como aquele que coloca o usuário como um ser dependente, e por isso, sem liberdade. Há, além disso, um breve histórico do uso de drogas pela humanidade, além de animações e de uma fotografia caprichada.
Filme aprovado. Só não merece um 10,0 por conta da figura do ex-presidente FHC, hehehe. E não é birra, mas me pergunto: por que este senhor, quando foi presidente, não iniciou as discussões a respeito da descriminalização das drogas no Brasil? O que ele fez de diferente em relação ao combate às drogas? Por que, FHC, agora o senhor se opõe aos neoliberais Reagan e Bush? Perguntas irrespondíveis. De qualquer modo, vale ser visto! Nota: 9,0. 


Assistam pelo youtube:  https://www.youtube.com/watch?v=tKxk61ycAvs

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

10- Ervas Daninhas (Alain Resnais) – 26.01.2015
Uma história banal sobre o amor que nasce, cresce, se desenvolve, involuntariamente, como ervas daninhas. Cheio de símbolos, o filme é quase onírico, difícil de interpretar, construído a partir de diferentes perspectivas sobre o amor e a vida. Personagens complexos, um narrador espirituoso, repleto de contradições. Um filme enigmático, para se pensar. Alain Resnais mandou bem, mais uma vez. Nota: 9,0.




segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

09- Fabricando Tom Zé (Décio Matos Jr.) – 25.01.2015
O documentário visa explorar o universo criativo do grande músico brasileiro Tom Zé. Com muitas imagens de bastidores, trechos de shows, entrevistas, o filme reconstrói a carreira do música, enfatizando toda a inventividade desse polivalente artista. O filme é ótimo, apesar de que em certo momento acaba ficando um pouco cansativo. De qualquer forma, vale a pena. Tom Zé é demais! Nota: 8,5.


Link do documentário completo no youtube: https://www.youtube.com/watch?v=QKuXIisaBdc

domingo, 25 de janeiro de 2015

08 – Relatos Selvagens (Damián Szifron) – 24.01.2015

Uma porção de curtas, histórias “selvagens”, como propôs o cara que deu o título ao filme. Um conjuntos de situações inusitadas, burradas ou coisas que gostaríamos de fazer e não temos coragem, enfim, louco, intenso, transgressor, divertido. Assistam! Nota: 9,0



quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

07- Boyhood  (Richard Linklater) – 13.01.2015


Um filme interessantíssimo, tanto pela proposta, de se filmar ao longo de doze anos, com os mesmos atores, a trajetória, o crescimento, o amadurecimento do protagonista, quanto pela própria história, centrada nas relações humanas do mesmo protagonista, sua base familiar, a relação com o pai, com seus amigos e com seus padrastos. Apesar da idéia parecer mirabolante, é um filme simples, um percurso pela vida. É impossível não se identificar, não se reconhecer. Muito bom. Nota: 9,0.


terça-feira, 13 de janeiro de 2015

06 – Planeta dos Macacos, o confronto  (Matt Reeves) – 12.01.2015
Um filme de franquia, como definiu um amigo. Típico  blockbuster, muitos efeitos, roteiro fraco, não empolga. Assisti porque alguém me indicou, não lembro quem foi o sem vergonha, rs. O primeiro dessa nova franquia, “Planeta dos Macacos, a Origem” é mais interessante, principalmente do ponto de vista da reflexão sobre libertação animal que pode ser levantada. Esse, nem isso. Nota: 5,5.



05 – Alabama Monroe / Título original: The Broken Circle Breakdown  (Felix Van Groeningen) – 12.01.2015

Um filme sobre a vida, sobre a parte triste da vida, sobre o amor que se transforma, sobre o que se mantém e o que se vai. Há tanta coisa nesse filme que é até difícil discorrer sobre. Fica a dica: assistam. Fantástico. E muito, muito triste. Nota: 10,0.


04 – Lucy – (Luc Besson) – 12.01.2015

Acredito que esse filme seja uma provocação, algo como: “o que poderíamos se usássemos mais de 10% de nossas mentes”? Se você não levar a sério o roteiro mega-master mirabolante, o filme fica bom, principalmente por conta de algumas reflexões filosófico-científicas, como: “desde que a vida surgiu na terra, nunca se morre, tudo se transforma em novas formas de vida.” Achei até que razoável. Nota 7,5.


03- Azul é a cor mais quente (Abdellatif Kechiche) – 11.01.2015

O nome em francês faz mais jus ao belo filme, La vie d’Adèle,  que conta, de modo não melodramático, uma fase da vida da protagonista, a bela Adèle. A garota faz descobertas em relação à sua sexualidade, e então passa a se relacionar com uma garota mais velha. Mais do que um filme sobre as dificuldades de se assumir homossexual, La vie d’Adèle trata da miséria das relações humanas, quando a paixão se transformar em amor e o amor transforma-se em despejar sobre o outro suas esperanças e angústias. Logo vêm a insegurança, a incerteza e toda a dúvida existencial. A citação de Sartre não é fortuita. A mensagem da película, acredito, é a de que primeiro a protagonista toma consciência de sua existência, para depois inventar-se, livremente. Muito bom. Nota 9,0.


02 – Botinada, A História do Punk no Brasil (Gastão Moreira)  – 03.01.2015

Um documentário que se propõe a contar a história do “movimento” punk no Brasil. É interessante do ponto de vista histórico, traz muitos relatos, imagens da época, boa entrevistas, consegue abordar os tópicos mais relevantes do "movimento". Bom documentário. Nota 8,0. 




01 – Mil vezes boa noite (Erik Poppe)  – 01.01.2015
Filme com Juliette Binoche, uma de minhas musas, rs, em que ela faz o papel de uma fotógrafa de guerra. O filme lida com o tema das escolhas e a implicação destas na vida pessoal, em especial à família. É interessante, mesmo tendo alguns clichês e trechos um tanto quanto previsíveis. Também aborda a questão ética do jornalismo, o terrorismo e os problemas sociais esquecidos pelo mundo. Um tanto panfletário em algumas passagens, mas a mensagem é boa. Gostei. Nota 8,0.


Olá, criei este blog para dialogar com amigos e colegas sobre a maravilhosa sétima arte. Quero postar breves comentários sobre todos os filmes assistidos no ano de 2015, seguidos de uma avaliação numérica, mas sem grandes pretensões críticas. Miha missão: chegar a assistir 100 filmes ao longo desse anos. Será que eu consigo? Veremos....
Obrigado.