quarta-feira, 29 de abril de 2015

26- Clube de compra Dallas (Jean-Marc Vallée) – 18.04.1015

O capitalismo é antiético por excelência, pois transforma tudo em mercadoria, inclusive a cura para doenças. É basicamente do que trata este filme: uma crítica à indústria farmacêutica e principalmente às agências que legalizam os medicamentos pelo mundo, tudo marcado por interesses comerciais e mafiosos. Há ainda o sofrimento dos pacientes com AIDS, como também o preconceito vivido pelos portadores do vírus, sobretudo no início da epidemia, nos anos 80. E a homofobia, a luta dos homossexuais em um ambiente machista e hostil como o texano. Isso somado ao ótimo desempenho do ator principal fazem do filme uma boa pedida. Gostei. Bom filme. Nota: 8,8.


Assistir: http://megafilmeshd.net/clube-de-compras-dallas/

terça-feira, 21 de abril de 2015

25 – Comando para matar (Mark Lester) – 16.04.2015

Músculos, tiros, explosões, caretas e sangue. Se não for levado a sério, é um ótimo filme, bom divertimento... E bem, bem tosco. Nota: 8,111...


Assista online: http://megafilmeshd.net/comando-para-matar/
24 – Acima das nuvens (Olivier Assayas) – 13.04.2015

Um filme sobre o teatro, sobre o ofício do ator em criar (ou inventar, ou interpretar?) um  personagem, além das vicissitudes do trabalho, e a relação visceral da atriz com o próprio texto da peça, uma metalinguagem que acaba por escancarar a dependência que tem de sua assistente. Isto interliga-se com o indigesto mundo das celebridades, do glamour e da fama, onde críticas sutis à indústria cultural são apresentadas. Ótimo filme. Nota: 9,32.






quinta-feira, 16 de abril de 2015

23 – Wall-E (Andrew Stanton) – 09.04.2015

Uma animação fofa, embora exageradamente romântica, bem ao estilo Disney. Mais do que simples entretenimento, traz um questionamento sobre o consumismo e a produção de lixo: o que deixaremos para as próximas gerações? O que será de nosso planeta com essa ânsia consumista, com a produção em massa, com o consumo em massa? Também remete ao tema “inteligência artificial”, que, embora não seja tratado aprofundadamente, faz pensar. Muito bonito esteticamente, um filme fofo, sim. Nota: 8,75.




Assista aqui: http://megafilmeshd.net/wall-e/

segunda-feira, 13 de abril de 2015

22- De olhos bem fechados (Stanley Kubrick) – 06.04.15

Uma odisseia pelo fantástico mundo do sexo (e do inconsciente humano), onde o espectador visualiza, ainda que de modo alegórico, nossas principais fantasias, frustrações e desejos. Há ainda, acredito, questionamentos de teor cultural em relação ao sexo, como a apologia à liberdade sexual feminina, e a questão sobre a plausibilidade do casamento e da monogamia. Um filme alegórico, com muitas metáforas, como a da máscara: o ser que apresentamos socialmente não é o ser em si, esse, um complexo inconsciente de desejos, satisfações e frustrações, permanece escondido, oculto. Assim, o ser social é um ser mascarado, e talvez, interprentando livremente agora, somente no ato sexual exteriorizamos quem realmente somos; (É isso, Kubrick?). Enfim, um filme feito com muito cuidado e para ser apreciado com o cuidado. Cada detalhe, cada cena, cada nome, cada menção guardam significados ocultos. Fidelio, por exemplo: por quê a senha para entrar na “Casa Fantástica” - título meu) é justamente o nome da ópera de Beethoven em que uma mulher, a heroína, se passa por homem para salvar seu amado esposo? E por que o filme termina numa loja de brinquedos infantis, alusão à diversão, ao prazer, ao deleite sexual? E por que a loja de fantasias chama-se “rainbow”? Lembrando que na festa as duas modelos prometem levar o doutor aonde o arco-íris termina, numa alusão direta ao ato sexual. Não tenho dúvidas de que seu arcabouço teórico é a psicanálise e imagino que pessoas mais competentes que eu no assunto já devam realizado diversas interpretações nesse sentido. Pois bem, não me prolongarei mais, apenas sugiro: assistam. E depois de dois ou três anos, assistam novamente, e depois, de novo. Um dia captamos a mensagem de Kubrick, espero. Nota: 10,0.

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http://megafilmeshd.net/de-olhos-bem-fechados/

quarta-feira, 8 de abril de 2015

21- Débi & Lóide 2 (Bob Farrelly) – 27.03.15

Pense num filme ruim. Roteiro ruim, atores ruins e uma tentativa de recuperar algo feito há 20 anos. Isto é Débi & Lóide 2. Não recomendo. Nem Jim Carey, que com frequência consegue me fazer rir, salva do naufrágio essa tola comédia. Um humor lesado, sem conteúdo e/ou novidades. Fraco, não perca seu tempo. Nota: 4,0.

domingo, 5 de abril de 2015

20 – Leviatã (Andrey Zvyagintsev) – 15.03.15

Em O Leviatã, Thomas Hobbes, ao teorizar sobre a egoísta e destrutiva natureza humana, defende um Estado forte e soberano para garantir a paz no âmbito social. O filme, entretanto, toma a noção de Estado como antítese da noção hobbesiana, pois apresenta-o como um monstro de egoísmo, de muitíssimos tentáculos e poderes quase irrestritos, agindo para legitimar os interesses de alguns. Filme triste, belo e realista. Recomendo. Nota: 9,0.