terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

87- Heleno - O Príncipe Maldito (José Henrique Fonseca)  – 22.12.2015

Fotografia bonita, mas a dramaturgia não convence muito. Santoro até que mandou bem, o problema são os demais atores e atuações. Além disso, o roteiro também é meio maçante, gera um certo tédio. Concluindo: um filme que tentou ser cult, alternativo, underground, mas acabou sendo enfadonho. Nota: 5,8.


Assistir: http://www.filmesonlinegratis.net/assistir-heleno-o-principe-maldito-dublado-online.html

86 – Drácula (Francis Ford Coppola) – 19.12.2015
Ao longo da história, o amor, esse sentimento tão belo e incompreendido, causa de muitas ações, ora dignas, ora estúpidas, foi apresentado por filósofos, poetas e letrados dos mais abundantes e variados modos. Lembro das múltiplas formas de amor, no Banquete de Platão, dentre as quais destaco o discurso mítico de Aristófanes, aquele do amor cindido, dos seres divididos, em busca eterna de sua metade perdida. Lembro do amor tranquilo, bucólico e sereno de Alberto Caeiro. O amor lírico e profundo de Camões. O amor "sem razão" de Drummond. E o amor romântico, obsessivo, transbordante e enlouquecedor no Werther de Goethe. Acredito que Bram Stocker siga a linha da Sturm und Drang de Goethe, ou seja, é um filho do romantismo. E das incontáveis versões desta história para o cinema, a de Coppola é certamente a mais marcante. O filme ultrapassa, e muito, o gênero “terror”. É um "romance", peça da melhor tradição do romantismo. Aqui, o vilão, que também é herói, um anti-herói, é preciso dizer, é apresentado antagonicamente como um ser monstruoso e cruel, embora profundamente sentimental, desvairado por sua paixão, desorientado por sua obsessão, alucinado por seu sentimento incontrolável. Drácula deseja Mina, que vacila, deseja-o, mas não o deseja, enfeitiçada pelo poder inebriante e sombrio do príncipe das trevas. Amor, erotismo, enfim, o vampirismo que transcende o sangue, que desabrocha o coração, que fora retomado e estragado por publicações recentes, vigora neste excelente trabalho. A pura expressão do amor romântico (que não é a única forma possível de amor, vale ressaltar) no cinema. Magistral. Grande trilha, excelente fotografia e ótima atuação de Gary Oldman completam a obra. Assistam! Nota: 9,99.


Assistir: http://www.filmesonline2.com/dracula-de-bram-stoker-hd-720p/

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

85- Ida (Pawel Pawlikowski) – 09.12.2015

A tantas vezes discutida “crise da fé”, pela qual passam alguns religiosos. Um filme bonito, que remexe as feridas da Segunda Guerra, trabalhando muito bem o drama existencial das duas personagens, a noviça e sua tia alma sebosa. A fotografia é muito bonita, mas a história em si não encanta muito. Faltou originalidade, achei tudo meio que "repetido", algo do tipo "já vi essa história antes". Não creio que merecesse o Oscar. Relatos Selvagens foi muito mais psicodélico, original e inovador. Pois bem, nenhuma surpresa. Todos sabemos que Oscar é papagaiada de Hollywood... Nota: 8,54.


Assistir: http://www.filmesonline4.com/assistir-ida-1080p-hd-online/



terça-feira, 26 de janeiro de 2016

84- Pulp Fiction (Quentin Tarantino) – 06.12.15

Tarantino em sua melhor obra. Eu diria que é um filme “chapado”, na melhor acepção do termo. Demorei 20 anos para apreciar esse filme, mas acho que agora consegui entender sua essência: é nada mais que um HQ sobre histórias de violência (em seus múltiplos aspectos), drogas, gangsterismo, desejo e poder. Tarantino o faz perfeitamente, criando belos enquadramentos, que já se tornaram matéria "cult", e utilizando-se de alguns dos grandes símbolos da ideologia cultural norte-americana: o rock and roll, o figurino retrô e atmosfera clássica dos anos 50 e 60, a obsessão por automóveis, o cigarro, as lanchonetes e as armas. É um pouco exagerado, como toda boa  HQ, mas consegue expor de modo vívido o que se propõe. Sensacional! E a trilha sonora? Fantástica!!. Nota: 9,99.


Assistir:  http://www.filmesonlinehd1.com/assistir-online-pulp-fiction-tempo-de-violencia-hd-720p-blu-ray/