terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

15- O Abutre (Dan Gilroy) – 23.02.15
Não tenho dúvidas de que se trata de uma alegoria sobre o jornalismo, ou melhor, sobre um certo modo de jornalismo, o do espetáculo, o do sangue, o da audiência a qualquer custo. O protagonista encarna metaforicamente o jornalismo espetacular, e, perverso, em termos lacanianos, decide sempre pelo caminho mais curto para atingir dinheiro, fama e poder, mesmo que isso signifique transgredir os princípios éticos mais elementares. A manipulação dos fatos, da notícia em vista da audiência, e conseqüentemente do lucro, são explorados pelo longa, embora, acredito eu, a infâmia do jornalismo na atualidade ultrapassa a imoralidade dos finados Notícias Populares e Aqui Agora. Caberia dizer mais, tocar na ferida da manipulação da notícia em vista de interesses de poderosos. Além disso, e sendo estreitamente pessoal agora, o filme não tem uma narrativa empolgante, embora seja esteticamente muito bem cuidado. É um filme bom, entretanto, esperava mais. Nota: 7,5.  


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

14- Viajo porque preciso, volto porque te amo. (Karim Aïnouz e Marcelo Gomes) – 16.02.2015
Poético, rude, metafórico e existencial. O filme narra, em uma linguagem experimental/documental, a viagem do protagonista marcada pelo processo de desconstrução de seu amor Belo filme, apesar de que, por conta de tantas críticas positivas, acabei criando uma expectativa que não se confirmou por completo. Nota: 9,0.


Assista pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=4V2rAQYqm2E

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

13– Birdman, Ou A Inesperada Virtude da Ignorância (Alejandro Iñárritu) – 02.02.2015

Birdman é um filme sobre... Sobre o quê? Sobre muitas coisas. Até difícil de descrever, dada a complexidade temática. Aliás, é um filme que não merece ser descrito, merece ser visto, contemplado, fruído, digerido, experimentado. Muito bom, mesmo! Nota 10,0.


12- Grandes Olhos (Tim Burton) – 31.01.2015

Aqui, fugindo um pouco de seu estilo fabuloso, Tim Burton retoma alguns sensos comuns da estética contemporânea, como a questão da autoria, do gênio criativo e da arte como mercadoria. O filme não se aprofunda nas questões, mas parece não ser essa a sua pretensão. Concentra-se principalmente no drama da protagonista, uma artista cheia de pureza e inocência, iludida por um malandro sedutor. É bonitinho, porém, nada demais. Nota: 8,0.