segunda-feira, 13 de abril de 2015

22- De olhos bem fechados (Stanley Kubrick) – 06.04.15

Uma odisseia pelo fantástico mundo do sexo (e do inconsciente humano), onde o espectador visualiza, ainda que de modo alegórico, nossas principais fantasias, frustrações e desejos. Há ainda, acredito, questionamentos de teor cultural em relação ao sexo, como a apologia à liberdade sexual feminina, e a questão sobre a plausibilidade do casamento e da monogamia. Um filme alegórico, com muitas metáforas, como a da máscara: o ser que apresentamos socialmente não é o ser em si, esse, um complexo inconsciente de desejos, satisfações e frustrações, permanece escondido, oculto. Assim, o ser social é um ser mascarado, e talvez, interprentando livremente agora, somente no ato sexual exteriorizamos quem realmente somos; (É isso, Kubrick?). Enfim, um filme feito com muito cuidado e para ser apreciado com o cuidado. Cada detalhe, cada cena, cada nome, cada menção guardam significados ocultos. Fidelio, por exemplo: por quê a senha para entrar na “Casa Fantástica” - título meu) é justamente o nome da ópera de Beethoven em que uma mulher, a heroína, se passa por homem para salvar seu amado esposo? E por que o filme termina numa loja de brinquedos infantis, alusão à diversão, ao prazer, ao deleite sexual? E por que a loja de fantasias chama-se “rainbow”? Lembrando que na festa as duas modelos prometem levar o doutor aonde o arco-íris termina, numa alusão direta ao ato sexual. Não tenho dúvidas de que seu arcabouço teórico é a psicanálise e imagino que pessoas mais competentes que eu no assunto já devam realizado diversas interpretações nesse sentido. Pois bem, não me prolongarei mais, apenas sugiro: assistam. E depois de dois ou três anos, assistam novamente, e depois, de novo. Um dia captamos a mensagem de Kubrick, espero. Nota: 10,0.

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http://megafilmeshd.net/de-olhos-bem-fechados/

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