segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

02- Janela Indiscreta (Alfred Hitchcock)

Janela Indiscreta (1954) - Alfred Hitchcock - 02.01.2017

Um dos filmes mais divertidos e filosóficos de Hitchcock, não apenas pela trama, que misteriosa, prende a atenção do espectador, mas principalmente por sua construção metafórica e metalinguística. Além da narrativa criminal, o diretor nos convida a refletir, ainda que indiretamente, sobre a fotografia e o cinema, artes que têm a imagem como substrato. Jeffries, o fotógrafo imobilizado, assiste aos acontecimento da vizinhança como um espectador televisivo, um cinegrafista ou um fotógrafo. Em seu campo de visão, cada janela é uma tela, onde cenas e atos se desenrolam livremente, sem que ele possa intervir. Até que ele resolve intervir....

Assim, questionamos: aquilo que vemos por intermédio de artefatos, como a câmera fotográfica ou a câmera de vídeo, é mera representação da realidade? Qual realidade o filme representa? Qual realidade o filme retrata? O cinema simula ou emula a realidade? E qual é a função do olhar na vida humana? E como avaliar, a partir de critérios lógico-racionais, o que se vê? E qual é a função da imaginação na construção de discursos verdadeiros, erigidos a partir de fragmentos?
Enfim, grande filme! Nota: 9,0.




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