terça-feira, 26 de maio de 2015

32 – Quanto sinto que já sei (Antonio Sagrado, Raul Perez, Anderson Lima) – 18.05.2015
A escola, lugar de tantos paradigmas e estigmas, de tantas esperanças e frustrações, de tanta sabedoria e violência. Quantas dicotomias. Que lugar é esse, a escola? Lugar de dialética? Lugar de imposição? Qual é a sua função, seu ofício? A que se destina a escola? Para que serve? Para quem serve? Um tema, um objeto, uma instituição fascinante, eis a escola. Não apenas por conta de meu trabalho, que escolhi por vontade própria (ou desejo inconsciente?) mas porque sempre fui encantado por ela, principalmente por acreditar ser ali o lugar da sabedoria plena, do conhecimento, coisas que prezo, desde que me conheço. Ledo engano. Um dia percebi que a escola era a simples reprodução dos complexos sistemas que engendram a desigualdade e o controle social. Notei que ao invés de ensinar, de desenvolver as melhores habilidades daqueles seres humanos em formação, a escola vem sendo utilizada como uma instituição de produção em massa de seres humanos conformados e conformistas, prontos para obedecer leis sem sentido, prontos para aguentar calados todo tipo de humilhação, em suma, prontos para uma vida de servidão, em que suas opiniões, juízos e críticas nunca terão vez. Fiquei atônito, e continuo. Entretanto, e graças às forças benévolas da natureza, rs, existem pessoas que trabalham para refazer a escola, buscando novos caminhos para sair dessa ausência de escrúpulos, dessa manipulação de vidas em que se transformou o projeto iluminista de universalização do conhecimento. É o que mostra esse simples documentário. Ainda há esperança. Podemos ousar e não dependemos de nossos fascistas governantes. Basta boa vontade e empenho, enfim: assistam! Nota: 9,9.



Assistir: https://www.youtube.com/watch?v=HX6P6P3x1Qg

Nenhum comentário:

Postar um comentário